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Com uma ofensiva de comunicação impressionante, a AFNIC já havia prevenido: no dia 11 de maio o .Fr entrava em uma nova era, o final do “direito ao nome”. Atrás desta expressão barulhenta se ocultava, na realidade, esta outra “expressão francesa”, responsável pelo baixo volume de registros no .Fr (atrás do .Pl polonês!) com condições de inscrição de nomes bastante distantes do princípio “primeiro a chegar, primeiro a ser atendido” vigente na maior parte das outras extensões mundiais. Permitindo às empresas devidamente classificadas no registro do comércio, as bases INSEE ou também o INPI, registrar qualquer nome de domínio (por exemplo, Pepsi France pode registrar coca-cola.fr) o gestor francês deu – finalmente – prova de uma certa abertura! Mas, como comprovam os primeiros resultados, com somente 50.000 registros adicionais quinze dias após sua abertura, o caminho a percorrer ainda é longo para conseguir fazer do .fr uma extensão inevitável na França, ao menos em termos de muitos registros. As causas do desamor ao .fr pelas sociedades francesas são múltiplas. Em primeiro lugar, sejamos justos, a época não é propícia e isto vale para maioria das extensões: o tempo dos “startups” terminou e a maioria das empresas capitalizaram sobre seus .Com adquiridos há quase 10 anos para os mais importantes. O .Fr tem certamente uma importância local, mas as empresas freqüentemente preferem o .com e encaminhar o usuário até um sub-domínio do site, em vez de criar um nome de domínio para cada produto (http://fr.yahoo.com ou www.apple.com/fr/ipod por exemplo). Por outro lado, a ‘liberdade’ do .fr ainda é limitada: assim sendo, somente as empresas francesas tem acesso e ainda devem ser referendadas nas bases de dados reconhecidas pela AFNIC. Certamente, estas são a grande maioria empresas francesas mas não a totalidade. Por último, e, sobretudo, o .Fr ainda privilegia as empresas em detrimento dos indivíduos. O que já era curioso nos anos ’90, hoje é mais ainda. O número de conexões ADSL explode e/ou a recente Festa da Internet prova que nossos compatriotas estão cada vez mais “conectados”. É uma pena que estes devam dirigir-se até um .com para opinar, ou conformar-se com um rígido e pouco charmoso “nom.fr”! Certamente, o dia 11 de maio é um êxito técnico: potente com seus quarenta trabalhadores, a AFNIC tem os recursos humanos e financeiros para levar a cabo tal operação. Com muita razão, poderia orgulhar-se nas listas de mailing européias do “perfeito” desenvolvimento das inscrições. Os prestadores haviam entendido tudo, haviam pedido sua contribuição e tiveram que se adaptar a um mecanismo relativamente complexo. Neste, as listas de solicitações dos clientes se tratavam de maneira não sincrônica; falando mais concretamente, com uma diferença de 4 dias para não sobrecarregar o sistema. A primeira cifra comunicada foi de 50.000 nomes adicionais. Valiam a pena todos estes esforços quando se sabe que o registro alemão Denic pode administrar 600.000 pedidos de inscrição de nomes de domínios internacionais (IDNs) na abertura deste serviço? Uma coisa é certa: a abertura, ainda que um pouco lenta, está em marcha e é uma excelente notícia. As pessoas físicas devem esperar até 2005, salvo decisão em contrário do conselho de administração. O êxito técnico do 11 de maio tornará os entendidos no assunto mais flexíveis? Podemos deseja-lo tanto ou mais que a AFNIC, depois de haver revisado sua Carta de nomeação (ver nossas edições anteriores) se outorgam novos sistemas de resolução de litígios. O primeiro dentre eles, o CMAP foi apresentado em princípios de maio pelo centro de arbitragem de Paris. É inovador e permite resolver os litígios diretamente on line graças a um “terceiro informante”. Este emitirá um parecer imparcial sobre um litígio apresentado, ficando as partes livres para acatá-lo ou não. Este procedimento flexível e rápido (menos de 16 dias) deverá, segundo a AFNIC, “propiciar regras amistosas”. A UDRP, adotada pela maior parte das extensões, terá seu lugar, mas somente “em breve”. Exceção cultural, quando a temos.
S.B.
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