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Qual é o futuro do .eu? 
11 de Abril 2006

Análise de um fato de sociedade.

Nas últimas ondas internacionais no setor da gestão de nomes de domínio, Domaine.fr®, o primeiro registrar histórico francês e líder na gestão de carteiras de múltiplas extensões, foi regularmente consultado para dar sua opinião sobre a aceitação que teria o .eu.

Antes de analisar esta nova extensão que foi apresentada ao público na sexta-feira passada exatamente às 11:00 hrs, convém fazer uma análise geral do contexto e as tendências atuais.

No começo, quando da abertura dos .EU na sexta-feira anterior, demos uma estimativa de 1 milhão de novos nomes registrados para o fim de semana passado e acertamos em aproximadamente 96%. Com efeito, no domingo, dia nove de abril, às 23:59 hrs, pouco mais de 1.300.000 nomes eram indicados no contador do EURid, sabendo que 246.000 já haviam sido pedidos durante os períodos sunrise 1 e 2.

Posição em número de nomes registrados /País/ número

1- DE (Alemanha) 410.638
2- GB
(Grande Bretanha) 268.396
3- NL (Países - Baixos) 152.442
4- IT (Itália) 80.882
5- CY (Chipre) 73.217
6- SE (Suécia) 62.223
7- FR (França) 51.589
8- BE (Bélgica) 32.688
9- AT (Áustria)
25.777
10- PL
(Polônia)
21.843
11- ES
(Espanha)
20.839
12- DK
(Dinamarca)
19.915
13- IE
(Irlanda)
16.602
14- CZ
(República Checa)
15.958
15- LU
(Luxemburgo)
9.339
16- MT
(Malta)
8.258
17- HU
(Hungria)
6.892
18- SK
(Eslováquia)
4.013
19- FI
(Finlândia)
3.799
20- LV
(Letônia)
2.517
21- PT
(Portugal)
2.442
22- LT
(Lituânia)
1.238
23- EE
(Estónia)
1.222
24- SI
(Eslovênia)
1.135
25- AX
(Ilhas de Aland)
616
26- GI
(Gibraltar)
221
27- RE
(Ilhas Reunião) 70
28- GR (Grécia)
61
29- MQ
(Martinica)
17
30- GP
(Guadalupe)
13
31- GF
(Guiana Francesa) 3

 (Podem seguir esta evolução diretamente neste endereço. As cifras são atualizadas a cada 15 minutos e evoluirão de maneira bastante díspar no seguimento).

Europa, Europa e mais Europa. Em princípios do século XXI, a maior obra parece ser esta. Durante estes últimos 15 anos, os países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento progrediram mais que durante todo o último século e meio. Uma evolução de 100%, tanto a nível tecnológico quanto em seus costumes. Isto se deve, em grande parte, à explosão dos meios de comunicação e quem fala de comunicação fala, sem dúvida, de Internet.

Todo o mundo (ou quase) se recorda do famoso .com que no início se voltava para a atividade comercial. O .net se dedicava às atividades das redes (Network: daí vem o  .Net), e o .org às organizações. Não existia nenhuma outra extensão naquele tempo, nem o . FR, nem o . INFO, nem o . US (para os Estados Unidos). Era o tempo do “tudo genérico” e é precisamente esta escassez que levou o Sr. “todomundo” a reservar seu nome, o de seu cachorrinho, ou inclusive o de sua residência tropical sob a extensão .com. Nenhuma condição era requerida. Não havia normas restritivas, fora os caracteres especiais e acentuados e, sobretudo, a segurança de tocar o planeta inteiro que somente suspirava por ele.

Também a imprensa e os meios de comunicação, como televisão ou rádio, foram testemunhas do aumento potencial desta rede. Não podiam citar senão este famoso .com, os outros dois já tinham um uso específico e pouco atrativo. Paradoxalmente, o .com era a representação perfeita do .net. Portanto, o que se instalou no espírito de cada um de nós foi precisamente o .com, e daí vem o auge do famoso dote-COM.

Haviam-se passado aproximadamente quatro anos e até o final dos anos ’90 o .com estava saturado. Inclusive alguns até se viram obrigados a apresentar sua sociedade, que exercia uma atividade comercial, em outra extensão, como o .net ou o .org posto que o nome pretendido estava disponível nesta outra. Isso custava mais barato que iniciar um procedimento judicial contra um proprietário fictício que residia em Taiwan ou Perpete-les-oies. Mas estas últimas extensões não eram populares e é, como sempre, no .com que os internautas procuravam sistematicamente. Outras pessoas, (especialmente os Registrars: escritórios de registro) souberam enxergar a galinha dos ovos de ouro. Por isso registraram em massa todos os nomes possíveis e concebíveis no .com; desde o momento em que podiam supor os nomes que seriam pedidos, e também tendo em conta a mala ortográfica. (o que se denominará mais tarde “typosquatting”. Alguns deles tiveram por objetivo somente desviar do tráfego. Exemplo: www.aple.com ou www.aplle.com para recuperar aquele que se havia desviado devido a um erro de digitação na colocação do nome da famosa empresa californiana - www.apple.com).
Desta informação surgiu a iniciativa de “setorização” e de “regulamentação” com a ajuda de novas extensões. Incendiando novamente a marca da IANA, surgiu, sob a tutela da DoC, US Department Of Commercet através do famoso Mou, Memorandum of Understanding. A Internet Corporation For Assigned Names and Numbers teve a pesada tarefa de reconciliar as necessidades crescentes desta comunidade, cada vez mais internacional, com a manutenção de uma rede estruturada e controlada. Em primeiro lugar, este projeto de setorização atravessou um recorte geográfico: as fronteiras e as demandas naturais dos países colaboradores. Era lógico começar por ali, permitindo a cada país ter sua própria “zona” nesta extensa rede. A Alemanha foi o país que melhor conseguiu este casamento. A razão é simples: é um país rico, com vocação para a indústria e principal exportador europeu, com uma política de atribuição dos nomes muito livre, “quase” igual a do .com e uma política tarifária agressiva. Cada governo era livre para estabelecer suas próprias normas de atribuição, o êxito tanto sociológico como comercial não foi o mesmo de um país para outro. Pelo contrário, isso permitiu materializar, domesticar e superar a Internet.

Portanto, cada país deu a seus compatriotas a possibilidade de localizar-se numa identidade, uma zona distinta, aproveitando sua virgindade para voltar a começar quase do zero. O Sr. “Todo o Mundo” que não havia tido a oportunidade de conhecer os nomes de domínio nos anos ’80 podia oferecer o nome de seu cachorrinho no com.fr e logo diretamente no .fr.

Quando comunicava à sua redondeza o endereço eletrônico de seu site na Internet, era legítimo e natural encontrá-lo numa extensão nacional, o .fr. Mas não se pode esquecer que o .com havia deixado rastros indeléveis, o surfista lambda tem a incômoda tendência de dirigir-se ao .com, como se seus dedos o guiassem para fazê-lo descobrir, numa alegria mitigada, qualquer outra classe de cachorrinhos...

Mas fortes em sua publicidade e anúncios, e ao cabo de 5 anos de intermináveis repetições, as empresas e os meios de comunicação souberam popularizar seu ccTLD local (Country Code Top Level Domain). Os outros países que haviam feito o mesmo podiam então identificar a zona geográfica com a qual se comunicavam. O .de para a Alemanha, o .es para a Espanha, o .co e o .uk para a Grã Bretanha, o .us para os Estados Unidos, etc...

Podia-se então perguntar qual era a utilidade para o .US, sabendo que originalmente era 100% americano e americanizado, mas que o .com representava perfeitamente esta identidade americana, até a chegada de nossos famosos ccTLDs. Esta vontade reforçava a legitimidade desta necessária identidade geográfica. O .com havia-se convertido no Ketchup dos molhos de tomate, no kleenex dos lenços de papel ou no tampax dos tampões através do mundo, por isto era necessário localizar e aproximar os internautas americanos ao mesmo conceito que os outros países, tanto aos derivados acentuados ou aos múltiplos idiomas do .com internacional. Multiplique cada uma destas práticas em cada uma das línguas ao longo do planeta e obterá um número que nenhuma outra extensão será capaz de igualar.

Com esta constatação, a extensão geográfica americana não podia falhar... Em teoria! Já que na prática, foi a lei do .com a que reinou pelas razões já mencionadas. O .us conheceu e conhece o que é perder, devido a sua situação de competência direta com o .com. Não muitas empresas queriam reduzir sua presença na Internet fechando suas portas ao Canadá, Europa, América do Sul, Ásia, etc... Somente os comerciantes locais encontraram um freio à cobiça desenfreada do .com para promover seus produtos e serviços em escala nacional. Mas é preciso lembrar que se trata da exceção à regra. Só a Alemanha soma cerca de 10 milhões de nomes registrados por suas empresas nacionais ou seja, cerca de 7 vezes mais que o .us, ainda que este último avance a um ritmo de 1.000 novos nomes por dia!

Sem dúvida nenhuma, o .eu superará em números o .us por uma razão matemática muito simples. O .us representa os numerosos Estados da América do Norte, mas eles têm um determinante ponto em comum: o idioma. Portanto, para oferecer um lugar na extensão .eu para as crianças (em comparação ao .kids dos Estados Unidos), na Europa teremos quase tantas alternativas quanto os idiomas que se falam na união + o inglês + os typosquattings + os caracteres acentuados que ficarão: Bambino.eu, Enfants.eu. Kinder.eu, etc... Serão as alternativas indispensáveis na União. É este simples cálculo que dará uma vantagem numérica ao .eu.

O ponto negativo reside no fato de que se une aos Estados da América, não somente no sentido nacionalista do termo com também por esta unidade lingüística já mencionada. Então, se vêm muito bem em uma extensão que representa orgulhosamente o conjunto dos Estados da América. Agora, na Europa não temos uma cultura multi oficial e sim um Estado federal multi cultural e lingüístico. Ali onde o americano se sentirá cômodo numa navegação através da rede em busca de um produto ou serviço em seu idioma e num dos Estados do que ele chama seu país. Nós acharemos estranho, raro ou inclusive perigoso confiar nossas necessidades a um europeu que também tem uma bandeira em Bruxelas, tudo nos é desconhecido. O anunciante também encontrará seus limites. Como propor um produto ou serviço a uma Europa na qual alguns intercâmbios apenas acabam de liberar-se? Ou onde o comércio não segue as mesmas normas de proteção, onde os tribunais não têm sentido de equidade e a conservação do comércio na definição do direito europeu? Que termos vão usar para vender pão francês na Europa: Pain.eu, Bread.eu, Pane.eu, ou Pan.eu? Quem eles acreditam que vai acabar encontrando-os através de seu nome comercial ou do produto? O cliente que quiser fazê-lo, caso não o encontre irá, em primeiro lugar, até sua extensão nacional antes de ir até a mundial. A dimensão européia seria uma exclusão realizada oficialmente à naturalmente utilizada. Não é porque os Estados Unidos oferecem uma nova oportunidade a cada uma de sua empresas nacionais, de registros numa extensão virgem (o que acaba de acontecer com a introdução do .eu), nem porque se mudem os domínios registrados, por exemplo, do .fr para o .eu que o internauta teria imediatamente o instinto de dirigir-se até o .eu. Sabe que corre o risco de encontrar-se na Lituânia, Grécia ou Moldávia. Sua extensão nacional lhe garantiria, ao menos, uma proximidade lingüística, jurídica e cultural.

Poderia-se então dizer que o .eu viria solucionar certas indisponibilidades dos nomes nas extensões locais ou genéricas? Mas, inclusive nesta hipótese, haveria dois casos hipotéticos:

1- Registrar um nome de domínio na extensão .eu no idioma de seu país: se teve a oportunidade de obter pharmacie.eu, por exemplo, ou centrecommercial.eu, ainda genéricos, estes nomes com a extensão do .eu não podem surgir no pensamento de um internauta sem comunicação ou intermediação prévia. E neste caso, então, nos perguntamos: porque não se utilizar uma extensão “mais natural” ou adequada, baseando-se na comunicação de seu ambiente? Em nosso exemplo, seria: pharmacieducap.fr ou centrecommercialCap3000.com ou .fr? O valor de um nome genérico reside no fato de que pode estar no pensamento dos internautas. Como poderia convencer-me de que estaria em condições de encontrar justo o que estou buscando na união? Então, é certo que o .eu da União Européia esteja vinculado , mas pode haver outra razão para meu registro.

2- À parte de uma quantidade muito limitada de nomes completamente genéricos podendo deslocar-se sem estar protegidos, os profissionais ou donos de nomes de domínio no .com ou em uma extensão local já tomaram a iniciativa de proteger uma marca relacionada com seu nome de domínio ou vice-versa (voltando ao nosso exemplo de sempre: Apple, que significa pomme em francês, marca notória do gigante americano da informática). Por isto, e ainda que um solicitante chegue a ser o primeiro na lista das solicitações de inscrição para o Registro, deverá devolvê-lo depois de um simples procedimento UDPR. A anterioridade do nome de domínio existente ou a marca jogam a seu favor. Por isto, os escritórios de registro vão tomar também, como se pode ver com respeito ao .eu, os nomes mais fáceis de recordar e os mais genéricos a partir da abertura da extensão, para sua revenda no mercado de segunda.

O EURID, o registro do .eu, constatou estas práticas e preferiu deixar o Regulamento nas mãos do WIPO ou do OMPI  Organisation Mondiale de la Propriété Intellectuelle, ou do UDRP Domain Name Dispute Resolution Policies ou dos tribunais nacionais já que é difícil contradizer o cerco das normas que podem ser estabelecidas por um registro.
É interessante também, neste ponto de nossa análise, examinar: Quem registrou os nomes mais genéricos? Quem conseguiu atravessar as dificuldades mais protetoras dos Regulamentos do sunrise period (períodos principalmente reservados àqueles que têm direitos quanto à propriedade intelectual ou marcas com o fim de permitir-lhes comprová-lo e obter um nome de domínio antes de sua abertura ao público em geral)? Quem conhece maior valia que a que se pode realizar na revenda de um nome a dois documentos ou de tipo mais genérico? Quem se permitirá depositar mais de 3.000 marcas para o INPI (ou seu equivalente nacional) com o objetivo de conceder-se um nome para sua revenda ou geração de tráfego? Seguramente, já terão adivinhado? O famoso Registrar (escritórios de registros). Mais de 70% dos nomes mais genéricos e mais interessantes vão diretamente para a base dos escritórios de registro. O objetivo é a revenda ou sua exploração, por possuir qualidades como as palavras – chave. Inclusive, se não são tão genéricos ou instintivos para o internauta como estes mesmos no .com ou .fr, alguns clicks por ano bastariam para amortizar os gastos de aquisição. O tempo do primeiro a chegar, primeiro a ser atendido já pertence ao passado. De agora em diante, será necessário falar de: Primeiro Registrar a chegar, primeiro Registrar a ser atendido! Os americanos, precursores naturais neste mundo dos nomes de domínio, depois de haver-se credenciado e haver registrado em massa os domínios no .eu (em inglês, o único idioma capaz de reunir o mais amplo público na Europa), não faltarão na ocasião dos próximos landrush das novas extensões, para apoderar-se  dos nomes mais interessantes sem dar a menor oportunidade ao cachorrinho do nosso internauta francês. Mas as coisas mudam, e assistimos a uma tomada de consciência por parte dos internautas europeus que retomam a partida.

Para finalizar, constatamos, e as empresas multinacionais o provaram devido a seus estudos sobre os comportamentos dos internautas, que uma extensão local como o .fr era usada como alternativa ao .com, com a finalidade de aproximar as ofertas desta sociedade à dimensão nacional. Se vocês digitarem Dell.com, terão o site americano; para compreender e encontrar ofertas feitas em nosso hexágono, vocês se dirigirão ao .fr. O que resta a provar é que motivo teria um internauta para procurar se aproximar de um serviço e/ou produto com a extensão .eu?  Bem, a resposta é: nenhuma. Simplesmente, porque se busca uma presença máxima, estaria no .com e seria legítimo. O .eu excluiria a priori tudo o que não pertencesse à Europa. Porém a América e a Ásia são os continentes mais ativos no domínio do .net e sua exclusão é dificilmente justificável.

No que se refere às outras empresas, não presentes a escala européia ou internacional, a única extensão adequada segue sendo a extensão local. E pode-se encontrar grande parte destas no .com, isso se deve principalmente à restrição das condições de atribuição do .fr e sua tardia chegada. Mas esta falta foi reparada e segue assim, em particular, com a abertura total da extensão francesa em junho de 2006.

Em conclusão, e pelas razões já mencionadas, o .eu não sendo uma extensão genérica como o .com, nunca terá o peso e a imagem deste último. Contabilizará um número mais importante que o .us, certamente, mas terá um interesse bastante menor, inclusive como ccTLD. As únicas organizações que tirarão verdadeiro proveito serão as escolas, estabelecimentos e instituições européias, no mesmo conceito que as internacionais (que estão reunidas na extensão .int – internacional). As grandes marcas se limitarão a devolver esta extensão até seu .com, .net, .info ou também o .biz, ou até as futuras extensões como o .mobi, .travel, etc., correspondendo mais exatamente à sua política de identidade na Internet. A avalanche até o .eu se explica, em primeiro lugar, por um desejo de proteção dos sinais já existentes, proteção das tipografias malévolas, o efeito de anúncio e oportunidade de obter um nome genérico em uma extensão virgem e o florescente segundo mercado dominado pelos escritórios de registros.

Também queremos destacar e advertir nossos queridos leitores sobre o fato de que estas análises seguem sendo nossa visão. Não se trata de menosprezar ou criticar o mercado de nomes de domínio, do qual somos nós mesmos provedores creditados desde 1996. Fizemos esta análise para permitir-lhes compreender melhor o mecanismo das extensões e suas pertinências. Não se deve cair na armadilha de que tal ou qual extensão é indispensável para a vida ou sobrevivência eletrônica de sua empresa. Se já negociam através do .net ou  “domainicotez”, não duvidem em fazer o mesmo e apoderar-se da maior quantidade de nomes que podem gerar tráfego em seu site. Mas se têm uma dimensão mais modesta, nacional, ou um negócio modelo não podendo ultrapassar, logicamente, as fronteiras ou a cidade de seu estabelecimento, não têm que se dispersar nestas novas extensões. Coiffure.eu não vai trazer nenhum cliente a mais!

Não é porque estamos no mundo dos nomes de domínio desde 1994 que pensamos que somos visionários! O futuro nos reserva surpresas que nem a Internet conhece.

S.B.



 
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