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« Não se recomenda às almas sensíveis a criação de novas extensões ». Esta lapidar frase conclui o tão esperado informe, encarregado de analisar – finalmente! – as conseqüências da introdução de “novas” extensões de 2000, o .Biz, o .Aero, o .Info, o .Coop, o .Museum, o .Pro e o .Name. O leitor assíduo de nossas colunas sabe muito bem que estas extensões tiveram um êxito relativo e que os Registros que estão a cargo foram evoluindo em suas políticas (ver a continuação para o .info) para reverter a tendência. Mas na hora em que as “realmente novas” extensões são mencionadas cada vez mais insistentemente (ver nossas edições anteriores), este longo relatório de 150 páginas é rico em ensinamentos. Primeira lição: não existe um bom método para o “sunrise period”. Este deveria proteger as marcas da avalanche das novas extensões das quais são vítimas. O relatório recorda que uns 43% dos primeiros registros do .Info tiveram que ser cancelados ou transferidos devido ao abuso. No que diz respeito ao .name, o processo de inscrição defensivo é julgado como “demasiado complexo” pelos entendidos. É bom assinalar que o informe é, entre outras coisas, obra de Sébastien Bachollet, o novo Presidente do ISOC França. Mais importante ainda é o informe que dá conta de que os gTLDs como os .Name, por exemplo, que supostamente estavam limitados a um determinado tipo de registro (os nomes) ou o .Biz para as sociedades comerciais, mas de todas as formas davam lugar a desvios: 18,6% das inscrições no .Name inevitavelmente não respondem a estes critérios! Em termos de competência, um dos objetivos indicados desta experiência, o balanço é mais contrastante: economicamente, a evolução não é tão sensível, sendo sensível o preço de cada extensão. Em troca, as novas extensões permitiram o acesso a nomes de domínios de novos ingressantes já que, do total, uns 20% dos nomes registrados não correspondem aos nomes existentes, e entre 40 e 60% eram “novos usos”. Este trabalho de vários meses era certamente necessário: se hoje os novos gTLDs fazem parte da paisagem mundial da Internet, em 2000 se tratava de um revolução, pois as extensões anteriores existiam há mais de 20 anos. Definitivamente, a conclusão do relatório é o pedido ao ICANN de um processo mais flexível e menos caro para o exame dos expedientes. Os entendidos também insistem na necessidade de um procedimento do Sunrise period adaptado, acrescentado no UDRP que provou a sua utilidade e sua confiabilidade. Desejam, também, que as novas extensões possam ser inscritas por Registrars não credenciados no ICANN, fazendo-a mais flexível. É um documento no qual deve-se meditar cuidadosamente para qualquer um que deseje lançar-se na aventura dos “futuros novos” gTLDs ! Consultar : http://www.tmcnet.com/usubmit/2004/Jun/1046634.htm
S.B.
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